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16 maio 2017 1 Comentário

Credito: imagem retirada de HypeFeeds.

Te substantivei para que não fosse adjetivo. 
Que fosse comum e pudesse te encontrar semelhante noutros espaços. 

Mas tu é, e sempre será, Verbo.
Que é carne e habita entre as entranhas do nosso ser. 

O teu lembrar é de um choro miúdo.
Hora calado. Noutra alarmado.
Eu passo entre sombras de outros que também são tu. 

Lembro dá pedra. Dá sombra. Do medo de nunca ver além. Aí choro de saudade. 

Se tu é o Verbo, porque tua carne não me satisfez a ficar lá?
O teu verbo de carnes só as que já viraram pó. 

Eis aqui tua verdade: o teu verbo é só palavra.
Que tanto santos dizem como o diabo respira. 

Teu verbo que era carne, que se fez substantivo, recusado a adjetivo que jaz fim. 



Leonardo Souza

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