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#Resenha| A Rua Número 12 – Emerson Machado (Duna Dueto)

14 agosto 2013 2 comentários




A Rua Número 12 conta a história de uma menina que, apesar da pouca idade, já tem uma experiência com a vida que daria um filme, um conto ou mesmo um livro. E, é isso que a nossa querida protagonista, Fernanda, faz. Conta sua história desde o momento em que descobriu a doença até o fim de tudo.

Fernanda começa narrando o porquê de sua mudança para o bairro União, mais especificamente para a Rua Número 12. Lá ela conhece seus  novos amigos, Guilherme e Valéria, e juntos realizam muitas brincadeiras no Campinho do Bosque. Esse campo fica antes do Bosque, que é no bairro de Fernanda, porém, a Rua Número 12 também passa no bairro São Sebastião que é onde moram os Sebastianos – como Fernanda e seus amigos chamam o grupo de garotos liderados pelos gêmeos Leonardo e Luís do Prado, e que moram no São Sebastião. Mesmo o campo não sendo do lado deles, os Sebastianos entram em confronto com Fernanda e seus amigos para terem o poder sobre o local. Eles gostam de usar o campinho para fumar e realizar seus rituais de bruxaria - o que não é muito bem visto pelos garotos.

A Rua Número 12 tem esse nome por causa do senhor Francisco, a quem o pessoal da vizinhança confirma já ter visto a morte por 12 vezes.

“E é por causa do senhor Francisco que chamamos a Rua Número 12 de Rua Número 12. Não que as ruas que passam por perto se chamem 11 ou 13... Nada de Números! A Rua Número 12 se chama na verdade Maria da Luz.” (página 18)

O livro possui uma narrativa dinâmica, jovem e que trata de assuntos tão graves e recorrentes na sociedade como: câncer e a doação de órgãos. Mas de uma maneira séria e, ao mesmo tempo, não muito pesada. Além de ensinar as crianças à importância de ajudar o próximo.

Fernanda, depois de ter passado pela mesma situação duas vezes (as seções de quimioterápica para a cura da Leucemia) se vê em uma ainda mais grave, agora ela precisa de um coração, pois os remédios enfraqueceram o seu. É durante esse retorno ao hospital para aguardar seu novo coração que ela conhece o jovem, Pedro. Ele aguarda pela doação de uma medula para poder se curar-se do câncer. Logo ficam amigos e passam a dividir suas dores e alegrias um com o outro. Não quero dá spoiler, mas Pedro não tem a mesma sorte que Fernanda.

No final, nossa querida protagonista consegue o tão aguardado novo coração, mas como o seu já está muito fraco a cirurgia é de alto risco. Não sei ao certo o que acontece com ela no final, o autor quis deixar essa parte para nós pensarmos. Deu tudo certo ou não? Isso só depende de você para descobrir, lendo o livro. No final do livro surgiu uma questão na minha cabeça: Até que ponto a falta de informação faz com que a cada dia muitas pessoas morram na fila de espera aguardando uma medula, que é um procedimento tão rápido e praticamente indolor? Gostaria que vocês comentassem sobre o assunto.

Até a próxima! =D



ISBN 978-85-87306-40-1
Ano: 2012
Número de páginas: 144
Formato: 14 x 21 cm
Peso: 192g
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2 comentários:

  1. Doação de Médula e Orgãos é um assunto delicado no nosso país, eu sou a favor, mas não no Brasil, e explico pq. Aqui infelizmente a lei do mais forte predomina, logo não temos garantia que a doação será feita qd de fato não há mais o que fazer com o paciente. No caso da Médula é um pouco melhor, mas está difícil de confiar na medicina Brasileira tão mercenária dos planos e precária do sistema único de Saúde.

    Precisamos mudar td isso, e compartilhar o que Deus e a Deusa nos deu!

    Miquilis: Bruna Costenaro

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  2. Gostei muito da resenha, fiquei muito interessado pelo livro espero ganha-lo na promoção ^^
    Sobre a pergunta hoje em dia mesmo com toda as informações disponíveis, muitas pessoas não sabem como é esse procedimento, como ele funciona. No caso da medula óssea é muito fácil, basta ter idade de 18 a 55 anos, onde é retirado do interior de ossos da bacia, por meio de punções, sob anestesia, e se recompõe em apenas 15 dias. Existe três formas de fazer a coleta, vai depender do doador, requer internação por no mínimo 24 horas, a um desconforto local mas moderado que passa ao passar dos dias.
    Já doação de órgãos muitos ainda hoje desconfiam que o parente não tenha falecido, e tenham medo de doar os órgãos com ele vivo sei lá, ainda tem muita falta de informação a respeito...
    Sobre a saúde no Brasil não podemos generalizar, existe muitos profissionais ótimos e ruins também (infelizmente), como existe muito profissionais de outras áreas bons e ruins..
    O que temos que fazer e transcrever o assunto para que muitas pessoas saibam como funciona todo o processo para que aumente o número de doadores de medula óssea e de órgãos!!
    Fica a dica Leonardo Souza, poderia fazer um artigo ou algo do tipo (mesmo sendo blog destinado a resenha etc), levantando informações a respeito como já no livro levanta para que seu publico alvo esteja sabendo um pouco mais a respeito!!

    Diego Luis

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