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#Resenha| As Vantagens de Ser Invisível - Stephen Chbosky (ROCCO)

01 junho 2013 2 comentários


Eu poderia resumir o livro em uma única frase e vocês já entenderiam o enredo e todo o resto. As Vantagens de Ser Invisível conta a história de um garoto que viveu boa parte de sua vida sem ser notado, invisível, se tornar em pouco tempo, infinito.

Charle é, aparentemente, um garoto comum como todos os outros de sua faixa etária, não fosse, as lembranças, as histórias e os por quês que ele guarda. Tudo isso, forma de maneira extraordinária a personalidade única do garoto Charle.

O livro é narrado pelo próprio Charle em forma de cartas, que escreve sobre o seu cotidiano e, envia a um amigo secreto. Ele vê sua monótona rotina ganhar cores a partir do momento em que, encorajado pelo seu professor de Inglês, Bill, que adora dar livros para Charle ler, começa a participar dos acontecimentos ao seu redor. É em uma dessas tentativas de participar que ele, em um jogo na escola, encontra Patrick e Sam, que serão dai para frente seus melhores amigos, e proporcionarão ao indecifrável garoto um mundo onde histórias não existem só no papel, elas acontecem. - Um trecho do livro que exemplifica bem o novo Charle é o seguinte:


Sam batucava com as mãos no volante. Parick colocou o braço para fora do carro e fazia ondas no ar. E eu fiquei sentado entre os dois. Depois que a música terminou, eu disse uma coisa:
“Eu me sinto infinito.” (página 43)



Dai em diante Charle não é mais o mesmo. E o mundo que ele conhecia muda. Agora ele tem amigos e vai experimentar a vida de uma maneira verdadeiramente real. Patrick e Sam apresentam-no a pessoas que durante todo o livro são narradas de maneira muito divertida por ele. Uma dessas pessoas é Brad o quarteback da escola e, “namorado” secreto de Patrick. Bob, a quem Charle jurou a primeira vista ser paranoico. Mary Elizabth, uma garota meio zen que tem uma tatuagem que simboliza um pouco isso. Fala pelos cotovelos e, durante a história tem uma breve relação com Charle. Craig o namorado mais velho e veterano de Sam. Petter o namorado de Mary Elizabeth e amigo de Craig e por último Alice que quase não se manifesta no livro, haha!

- Há! Quase esqueci do irmão de Charle que agora está na faculdade e o ensinou a se defender muito bem. E da irmã, que tem um namorado; que bateu nela; que ela encontra as escondidas, mesmo sendo proibida pelos pais a nunca mais vê-lo; que a engravida; que ela larga e no final fica tudo bem. - E quase esqueci de tia Helen, que na infância foi abusada por um amigo da família. Na fase adulta também não teve muita sorte com os homens, e que amava Charle. Ela era a única que dava dois presentes para ele. Um fato bem interessante sobre tia Helen, que é descoberto no final do livro, mostra que: algumas marcas são para sempre e pessoas repetem, até mesmo sem pensar, o que elas passaram.

No final, Charle descobre que não é mais o mesmo. Descobre que alguns fatos de sua vida estavam ocultos lá no fundo de suas memórias, e quando esses veem à tona tudo é explicado. - Garanto que você irá se apaixonar pelo livro do começo ao fim. Vai sorrir, vai chorar, assim como o chorão do Charle e vai ficar feliz. Porque no final, apesar das dificuldade, tudo fica bem.

- O que me chamou bastante atenção no livro foram as referências musicais e de leitura que o autor, de uma maneira bem simples, inseriu no enredo. Dá uma sensação bem legal, parece que toda a história é real. O que não deixa de ser, depois que você ler o livro.

Lançamento: 2007
Autor: Stephen Chbosky
Editora: Rocco
Gênero: Infanto-Juvenil
Páginas: 224
Avaliação: Excelente
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Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, As vantagens de ser invisível reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.


As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir “infinito” ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário.

Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo


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2 comentários:

  1. Oi, tudo bom?
    Eu não cheguei a ler o livro, mas vi o filme. Sei que é uma história com um final surpreendente, as vezes nem temos ideia do que as pessoas passam, mas eu gostei da história.
    Bjs
    Poliana Araújo
    Território das Garotas

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  2. Vi só o filme, mas assim que botar as mão no livro lerei-o.
    Muito boa sua resenha!

    Abraços.

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