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Na Poltrona com o Autor Rafaella Vieira

20 março 2012 2 comentários
Olá queridos leitores, essa semana tive o grande prazer de entrevistar a autora Rafaella Vieira. Ela é escritora do livro "Depois Daquele Beijo". O livro é muito bom. Recomendo que leiam o quanto antes se não lerem estarão perdendo uma ótima história. Essa é a primeira entrevista de 2012 \o/ (todos pulam).

A Rafaella respondeu algumas perguntas aqui para o Escrivaninha.

E.L - O que a motivou a deixar a área do Direito e se dedicar a literatura?

Rafaella - Eu havia começado a escrever em 2006 e em 2007 terminei meu primeiro livro (Skate na pista do Amor), e foi à melhor sensação que eu já senti na vida, foi quando percebi que meu sonho era ser escritora juvenil e eu tinha que seguir esse caminho de todo jeito. Então em 2008 saí do escritório
para me dedicar a escrever, e é claro que ainda não vivo só de livros, tenho a ajuda dos meus pais e faço alguns trabalhos de ghost writer como freelancer. Mas não me arrependo por estar no caminho certo para a realização dos meus sonhos.


E. L - O tema do livro é polêmico e atual. Você teve receio de que o livro não fosse bem recebido pelo seu público alvo?
Rafaella - Apesar de o tema ser considerado “polêmico” por algumas pessoas, pois a história do livro Depois daquele beijo gira em torno da paixão de uma menina por outra, não tive medo que o público teen não o recebesse bem. É uma história de amor e acredito que desperta muito mais curiosidade em geral do que repulsa. Além do mais não há nada que eles não estão acostumados a ver em Glee, Pretty Little Liars e outros seriados por aí.


E.L - No livro você usa uma escrita jovem, atual e despojada. É difícil escrever dessa maneira, já que era acostumada a linguagem jurídica?

Rafaella - Pelo contrário, eu sempre fui fã de cultura pop juvenil e me sinto muito mais à vontade escrevendo livros teen do que jamais senti ao escrever as peças jurídicas. É engraçado porque muitas pessoas vêm me perguntar como é que eu escrevo como se fosse uma adolescente, pois ao lerem o livro acreditam que é uma menina de 16 anos contando sua história. Eu acho que isso o que acontece é ainda inexplicável, não tento “forçar a barra” quando estou escrevendo, sabe? A coisa simplesmente flui com a maior naturalidade para mim.


E.L -  Pelo o que li do 1º capítulo do livro a história é toda ambientada em Recife. Na sua opinião, hoje em dia, o jovem brasileiro está mais ligado na literatura local brasileira?

Rafaella - Eu não sei se eles estão ligados, mas certamente estão mais abertos a isso, pois outras autoras juvenis ambientam seus livros no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Belo Horizonte, etc. Sendo assim, a minha agente literária já tinha me dado o toque que seria interessante eu ambientar minhas histórias na minha cidade (antes os livros não citavam a cidade onde se passavam), daí eu segui a dica e achei que o resultado ficou muito legal. Eu passeei por algumas ruas do meu bairro (o bairro de Boa Viagem, em Recife), olhei casas, lugares, tirei fotos e então a ambientação ficou bem realista e deu um toque a mais na história. Até agora isso foi muito bem visto pelos leitores, como um ponto positivo. Uma das leitoras fez inclusive uma observação que eu adorei: “A Rafaella conseguiu escrever do seu jeito brasileiro, mas com aquele toque americano.” 


E.L - Antes tínhamos uma tendência dos escritores brasileiros em ambientar suas histórias no estrangeiro. Você vê essa regionalização das histórias um fator positivo?


Rafella - Totalmente! Eu acho estranho ambientar uma história brasileira em território estrangeiro. Não é que não funcione, mas uma vez li um livro assim e me passou a ideia de ser meio fake, sabe? Tipo meio forçado. Se a protagonista é brasileira e por alguma razão está morando no exterior e o ponto principal da história é a experiência dela lá, se tem a ver, então ótimo, fica bem legal e realista, como por exemplo: os livros Fazendo Meu Filme 2 (e o 4 que será lançado em breve) da autora Paula Pimenta, aí tudo bem porque a história ser ambientada no exterior nesses casos tem tudo a ver com a trajetória da protagonista Fani. Nos demais casos, creio que colocar uma história ambientada no exterior só para ser “americanizado” não passa veracidade. Temos que dar valor ao nosso país.



E.L - Na sua vida, a literatura e a escrita são uma paixão desde sempre ou uma nova descoberta?

Rafaella - Desde sempre amei ler e escrever, mas só descobri que queria ser escritora profissionalmente em 2006 quando comecei a bolar histórias e senti a necessidade de colocá-las no papel. Daí escrevi meu primeiro livro em 2007, foi nesse momento que eu vi que era o meu sonho.


E.L - Em sua opinião, qual um dos erros que os escritores brasileiros mais cometem?
Rafaella - Eu vejo muita gente sem acreditar nas suas obras e sem paciência de lutar pela publicação dos livros. Para você ter seu livro editado por uma editora comercial GRANDE (que é onde você tem a chance real de fazer sucesso e ser conhecido pelo país inteiro) é demorado e um processo muito doloroso de espera, decepções e etc, então muita gente simplesmente vai e procura uma editora independente qualquer (em que o autor paga pela publicação) só para ter seu livro publicado. Claro que alguns conseguem serem conhecidos mesmo assim, mas eu desde o começo não quis fazer uma publicação independente, achei melhor esperar, e agora 5 anos depois as coisas estão começando a dar certo.   


E.L - Quais os pontos positivos e negativos que você destaca na atual literatura brasileira. E o que ainda precisa melhorar?

Rafaella - A literatura brasileira está cada vez melhor, os novos autores que estão surgindo por aí estão surpreendendo muita gente e a tendência é melhorar ainda mais. Acho que o que tem de melhorar é os autores se profissionalizarem, ou seja: acreditarem que suas obras podem sim serem publicadas por uma ótima editora, mas eles têm que ralar para isso, porque na maioria das vezes não acontece da noite para o dia e nem de um ano para o outro.


E.L - Você recomendaria seu livro para pais em geral? Por quê?
Rafaella - Acho que seria ótimo que os pais lessem, até para verem que não há nada de anormal, é uma coisa que acontece. Uma menina pode se apaixonar por um menino, ou por outra menina, ou um menino pode se apaixonar por outro. É algo que pode acontecer em qualquer família, círculo social, e ao lerem Depois daquele beijo creio que iriam perceber a pureza e beleza do amor que é muito importante para compreenderem melhor e desbancar o preconceito.


E.L - O livro trata de assuntos bem relevantes na sociedade. Ele seria uma critica a atual sociedade?

Rafaella - Não é uma crítica, é um abrir de olhos. Tipo: vejam, isso acontece e merece atenção. Eu não escrevo com a intenção de criticar ninguém, mas sim de divertir os meus leitores. Esse é o meu objetivo maior.


E.L - Comente um pouco das suas novas obras.

Rafaella - Sete Minutos no Paraíso é meu próximo lançamento, está previsto para abril ou começo de maio pela Editora Gutenbeg. Nesse livro eu abordo a história de uma garota que se acha a esquisita da escola, ela só tem um único amigo desde criança e de repente se descobre apaixonada por ele. Tem um vídeo Teaser para quem quiser ver no meu blog: www.seteminutosnoparaiso.blogspot.com . Está confirmado também o lançamento do Skate na Pista do Amor, uma história sobre um garoto cujo sonho é participar do campeonato de skate. Quem quiser ficar por dentro das notícias, o blog é: www.skatenapistadoamor.blogspot.com , esse deve ser lançado final de 2012 ou começo de 2013.


Espero que tenham gostado, se gostaram comentem! 


"Toda escrivaninha é um lugar de Leitura"

2 comentários:

  1. Adorei a entrevista c:

    A Rafa é muito fofa *O*..rsrs'.

    Beijos,

    Cantinho de uma garota
    @thalita0liveira

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  2. Que bom que gostou, ela é mesmo!

    =D.

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