Image Map
  • Sobre
  • Livros
  • Colunas
  • Contato
  • DE FRENTE COM A AUTORA - CLAUDIA GOMES

    Imagem: Arquivo pessoal de Clério José Borges.

    Olá, leitores. Tudo bem com vocês? Hoje o Escrivaninha inaugura uma nova coluna no blog, que será publicada a cada quinze dias e se chama: De frente com o autor(a). O intuito é trazer entrevistas com nossos escritores nacionais resenhados. E a escolhida para a primeira publicação foi a escritora, poetisa, produtora cultural, roteirista e atriz, Claudia Gomes. que recentemente lançou seu livro Hecatombe Hipotética, uma coletânea de poesias escritas e ambientadas ao longo de suas vivências pessoais. O livro tem resenha no blog e se ainda não leu é só clicar aqui

    Claudia é daquelas autoras que quanto mais você pergunta, ouve, ou lê, mais conteúdo encontra. "Uma mulher branquela, riscada de gato, estatura mediana" de trinta anos e pouco notada.Como ela mesma se descreve, mas uma imensidão de criatividade e escrita. Uma artista completa em construção "Escrever obriga novas visões: olhar o mundo de formas e ângulos diferentes. Por causa disso, evoluí  e criei muitas pernas, que é pra colocar uma no cinema, outra na fotografia, outra nas artes cênicas, uma em cada canto da coisa artística toda."

    A poetisa já publicou em várias coletâneas e revistas, além de participar de projetos voltados para a poesia tais como: “Paixão de Ler POESIA” pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro (como produtora cultural e contadora de histórias), “O SESC também se apaixona pela POESIA” (com o “Sarau Animado” - esquete com poesias infantis - e a oficina “Poesia Visual” para crianças e professoras formandas. Ela ainda participou do ABZ do Ziraldo da TV Brasil, além de ter feito parte de movimentos como o “OPA! Ocupações Poéticas” em instituições para menores em conflito com a Lei e orfanatos do Espírito Santo. Claudia é Sócia da Dois Sofás Produções. 

    Claudia, qual a sua lembrança mais remota do primeiro contato com a poesia? E em que momento nasce a poetisa?


    Desde o momento em que aprendi a ler e descobri que nos livros existiam histórias incríveis. O despertar pra poesia demorou um pouco mais. De início me apresentavam alguns poetas que na época não compreendia, então considerava maçante. As rimas eram até divertidas, mas quando eu tentava fazê-las, não tinha paciência, não eram o que eu queria fazer. 

    Comecei escrevendo histórias que não acabavam. Eu estava na metade e, ansiosa, já queria fazer outras.  Muita coisa pra falar. A poesia tem essa capacidade de resumir, de dizer muito em pouco, de dizer sem dizer, de transformar. Um dia "Aos poucos fico louco" do Ulisses Tavares chegou na biblioteca da escola. Depois de muitas risadas descobri que queria ter aquele humor, queria falar sobre o mundo daquele jeito. Mas muita gente me influenciou naquela época como Sérgio Caparelli, Renato Pacheco, Cecilia Meireles, Manoel de Barros... continuam até hoje. 

    Quem é seu eu individuo, e a poeta? E em que momento (os) eles se unem para formar a Claudia?

    Não existe uma separação.  Eu sou Claudia, a poetisa. Eu escrevo o que eu penso, sinto, vivo, minha visão das coisas. Sou eu quem escrevo. No momento que eu escrevo, eu me coloco no papel. Por isso, é claro que, se eu for escrever sobre uma coisa hoje e sobre essa mesma coisa daqui a dez anos, sairão coisas completamente diferentes e talvez até opostas, visto que a gente muda com o passar do tempo. Poesia é uma coisa extremamente pessoal, íntima, porquê, se você não se coloca na poesia, ela não tem profundidade suficiente para atingir o outro.

    Quem são suas principais fontes de inspiração no campo da poesia? E, por quê?


    Como disse, tenho influências que me seguem. Gosto de ler de tudo, digo, tenho fases que amo algumas leituras e odeio outras, mas num geral sou eclética rs. Mas acredito que minha inspiração vem do meu cotidiano e das minhas vivências. 

    Se fosse pra citar alguém, seriam meus amigos poetas marginais, contemporâneos, periféricos. Tem, por resumido exemplo, a Caró Lago, a Leticia Brito, o Marcos Bassini, o Eduardo Tornaghi, Thamar de Araujo, toda essa gente incrivel que me inspira e estão todos bem acessíveis na internet, na noite carioca se descobrindo e redescobrindo cada dia mais - como eu.

    Sabemos que na antiguidade os homens dominavam, quase que unanimemente, o campo da criação literária. Hoje esse cenário é completamente diferente. Como você avalia a importância do papel da mulher, na criação, mas também como produto literário?


    Foi muita luta feminista para chegarmos até aqui e a luta ainda está sendo grande. Porque está tudo interligado. Tenho amigas e conhecidas que sofrem preconceito com o que escrevem,  retaliações familiares, assédio moral e sexual, como se o fato de eu escrever sobre sexo, significasse estar aberta a sexo com qualquer pessoa. 

    Para escrever Hecatombe Hipotética, você levou quanto tempo? Criou uma rotina de escrita ou as poesias surgiam espontaneamente? 


    Esse livro demorou um bocado, rs.  Eu o escrevi em 2006 com um objetivo: homenagear colegas da área artística no ES. Então ele era dividido em dois capítulos: um sobre mim e outro de poesias dedicadas a artistas locais. Porém, a minha vida vive dando viradas. É um roteiro muito bom hahahah. Eu vim pro Rio e aqui eu não conhecia nenhuma gráfica ou profissional do livro. O que fez com que eu aceitasse uma indicação e entrasse numa furada: me roubaram o dinheiro captado para o livro. Tive que tirar do meu próprio bolso para refazer. Essa saga, bem resumida aqui, me fez pensar que eu gostaria de que esse livro fosse um rito de passagem. Esse livro encerraria uma etapa, abriria espaço para outra. Quando o fui refazer, percebi que o conteúdo do livro já não me representava. E aqueles artistas eu já não tinha sequer mais contato. Aquela que eu queria deixar para trás, aquele divisor de águas que eu pensava que o livro fosse, já não era mais. Resolvi refazê-lo. Alguns textos permanecem, como o que dá nome ao livro, mas refiz o conceito. O livro agora seria uma representação de mim. A capa e o interior. 

    Por que o nome de Hecatombe Hipotética? 

    Tem um texto interno com esse nome que me representa muito bem. Me desapeguei de livros a pouco tempo, ainda dói. Eu me mudei, dia desses, para uma casa menor. Doei muitos livros para amigos, montei uma biblioteca numa comunidade. Foram doados em torno de 20 caixas. Muitos eu ainda não havia lido. É doloroso não ter tempo para ler. Quando eu era pequena eu começava a ler pela manhã e ia até a noite.  Hoje tem trabalho, prazos, responsabilidades que diminui muito o ritmo da leitura. Uma pena. E eu adquiri essa mania de guardar livros que eu desejo ler assim que tiver tempo. Mas a verdade é que eu acabo lendo os livros que preciso, não os que gostaria. O que preciso pra pesquisa do roteiro, do projeto. Os que eu desejo ler, acabam de enfeite, aguardando uma hecatombe. :(

    Seu livro trata de muitos temas de maneira inteligente e com um toque pessoal bem presente. Alguma das poesias de Hecatombe Hipotética é dedicada para alguém em especial? 

    Minhas poesias são pessoais. Toda poesia é pessoal. É sua visão a respeito de algo, é seu sentimento a respeito de algo. E eu gosto muito de falar sobre o que eu sinto, minhas impressões com o mundo. Tento partir do particular pro universal. Então, não. Posso ter escrito a partir de um acontecimento relacionado a alguém, mas a verdade é que, no fundo, eu só dedico aos leitores. ;)

    Deixaria de escrever ou publicar algo por medo das críticas? E como você lida com elas? 

    Se você se publica, sobre no palco, vai pra frente de uma câmera: você está dando a cara a tapa. É bom se acostumar com isso, é natural que venham criticas de todas as formas. Minhas favoritas são, claro as criticas construtivas que são sempre bem vindas. Por mais que não venha de encontro com os meus pensamentos ou as vezes me sinta mal interpretada, a verdade é que faz pensar. E pensar é sempre bom. 

    Por que publicar de maneira independente e não por uma editora? 

    Os dois tem vantagens e desvantagens. A editora demora a aprovar. O cara está investindo o dinheiro dele, o produto tem que ser estudado, pensado, avaliado. E a poesia raramente entra nisso aí. Poesia é algo para se pensar. A gente vive num país que pouca gente lê poesia,  pelo simples motivo de que não sabe entender poesia. Minha teoria é que a gente não sabe vender poesia. Afinal livros como "Eu me chamo Antônio" e "Pó de Lua" são de frases poéticas e vendem feito água. É preciso marketing, é preciso vencer esse preconceito sobre a poesia, é preciso repensar a poesia - e a forma como vemos o leitor.

    Outro problema, além da dificuldade de publicar poesia é que você ganha em torno de dez porcento do valor de venda. As tiragens estão cada vez menores. Tem vez que os autores não recebem nada pelo seu trabalho. Conheço amigos publicados por editoras que não tem suas próprias publicações. 

    Já a publicação independente eu  tenho o controle da edição (eu sou minha editora, então o livro vai sair do jeito que eu quero) e eu tenho o controle do estoque. Mas aí eu esbarro num problema: distribuição. Eu não tenho como distribuir esse material, ter mil livros na sala é MUITO chato. O negócio é se reinventar a cada publicação, mil lançamentos, fazer amigos livreiros, deixar em lugares diferentes, vender via internet. Entra aí nossa brasileirice. E se quiser, posso distribuir gratuitamente numa ONG, num projeto social, pros amigos. O livro é meu. 

    Dia desses tomo coragem e publico por uma editora pra ver que bicho que dá. (Toca caçar editora. Rs)

    Como vê e avalia o mercado editorial brasileiro? 

    Tem pra onde crescer. O que a gente precisa é ter a consciência de que é preciso formar leitores. A gente que eu falo é a gente que trabalha com educação, profissionais do livro, blogs e sites de literatura, todos nós que estamos envolvidos direta ou indiretamente com isso. 

    Fazer pequenas ações no dia-a-dia para incentivar a leitura é um caminho. Eu, por exemplo, tenho mania de sair com envelopes com poemas dentro. saio distribuindo. Não é sempre: a vida é corrida. Mas se vou num lugar que cabe, eu levo, distribuo. As pessoas ficam curiosas com o envelope, abrem para ler. Se aquele texto falam a linguagem dela, ela vai gostar, ela vai procurar outros para ler. 

    Em sua opinião, por que o brasileiro lê tão pouco ? Comparado a outros países da América Latina.

    Estou em um momento que, apesar de ser necessário falar sobre o Brasil, não tenho conseguido. Tem esse nó na garganta aqui que não deixa. Mas falta educação de qualidade. Falta falar a linguagem do Brasil. Falta passar mais mensagem do quê falar bonito. 

    A gente tem que ter consciência de que as coisas tem que ser pouco a pouco. Para fazer alguém gostar de ler, você precisa apresentar algo que comunique com ela, que fale a linguagem dela, que promova uma identificação. Gostar é o primeiro caminho. Aos poucos, você vai percebendo o que mais gosta de ler, partindo para linguagens diferentes, experimentando leituras. 

    O nosso problema maior é com educação. Recomendo o filme "A educação está proibida", você pode encontrá-lo na Netflix.

    Atualmente está trabalhando em algum projeto literário? 

    Bem, escrevendo eu sempre estou. Poesia é um exercício diário, mas tenho trabalhado em um romance. Fantasia urbana. Vamos ver como me saio. ;P

    Qual é o maior sonho da Claudia poeta? 

    Que todos lessem poesia. Deve ter algum autor que seja a sua cara, sempre tem. Tem até pesquisa que diz que poesia faz bem ao cérebro, é terapêutico, sendo melhor que livro de auto-ajuda!

    Que recado ou dica a Claudia individuo deixaria? E a poetisa?

    Bem, somos a mesma. :) Então lá vai:

    Descubra o que você gosta de ler. Leia, pense, crie suas próprias histórias, rabisque, escreva. Descubra o seu jeito de escrever, mostre aos amigos, faça um blog. Incentive a leitura, faça as pessoas ao seu redor descobrirem o que elas gostam de ler. Esse mundo precisa de pessoas que leem e que pensam. Faça a sua parte.

    E qualquer coisa me grita aqui: claudiacanteri@gmail.com

    Beijos!

    #RESENHA| O TEMPO NÃO EXISTE: CATRAIO-TAMBORIM NO MORRO-AQUARELA - LUCIO PANZA

    A vida faz. A vida é poesia. 


    A função de todo livro é despertar algum sentimento no leitor. Não importa o gênero literário ao qual pertença, deve fazer com que, ao final da última palavra, haja alguma reação. A poesia, acima de todos os outros gêneros, tem um dever maior quando se fala em fazer com que o leitor sinta algo. Em O Tempo Não Existe: Catraio-tamborim no Morro-Aquarela, primeiro livro do escritor, Lucio Panza, professor da rede publica do Rio de janeiro, isso acontece de maneira maestral. 

    Divido em 24 poemas ilustrados que são fáceis e gostosos de ler, e que despertam sentimentos como: alegria, amor, paixão, curiosidade e nostalgia. Dependendo do seu estado emocional e das coisas que viveu em sua vida. O livro é um prato cheio para quem quer despertar aquela criança adormecido aí dentro e, lembrar das coisas boas da vida. Também é uma oportunidade de contar e recontar histórias a quem se gosta. 


    Durante toda a leitura é implícito que o poeta se valeu de acontecimentos da vida cotidiana e da observação minuciosa do outra para construir seu enredo literário. E isso torna uma obra bem mais rica e capaz de despertar sentimentos em seu leitor. O que Panza soube fazer de maneira, maravilhosamente, poética. Não deixando nada a desejar a grandes nomes do gênero. 

    Poesia tem de ser sentida, experienciada e vivida para ser boa de verdade. E isso é bem nítido na obra de Panza. Enquanto você lê os poemas consegue ouvir as vozes, sentir os aromas e cantar junto com as melodias entoadas no papel. Também é importante ressaltar o cuidado e empenho que foi empregado no livro. As estrofes, rimas, mote e projeto gráfico são de uma delicadeza e cuidado que não se encontra em todo primeiro livro. 

    Sem nenhuma dúvida indico a leitura do livro. Tenho certeza que, você leitor apaixonado, começará a ler sendo uma pessoa e ao final será completamente diferente: inundado com o prazer da boa poesia. Ler a obra será um verdadeiro dia feliz em sua vida. 


    O livro é produção independente e pode ser adquirido diretamente com o escritor, pelo e-mail: luciopanzasilva@gmail.com.

    Adicione ao SKOOB. 

    #RESENHA| HECATOMBE HIPOTÉTICA - CLAUDIA GOMES

    Ela me pegou pela mão e fez lembrar do que é ser criança. Onde tudo é, efêmera. 

    Hecatombe Hipotético, primeiro livro de poesias, publicado pela poetisa, produtora cultural, roteirista e atriz, Claudia Gomes. É, sem dúvidas, uma obra que transpassa o, quase esquecido,  gênero poético da Literatura Brasileira. Trazendo com uma singularidade e paixão, lembranças e desejos inerentes a todo ser humano, quase como desejos biológicos, assim que é aberta a primeira página e dá início a caminhada de volta ao prazer de ler boa poesia. 

    Durante a leitura somos levados a relembrar coisas do passado, acontecimentos que, em dado momento da vida, nos acometerá. Ou mesmo, nos identificar com situações, até então, não discutidas dentro de nós. Algumas das poesias são como uma crônica velada da atual sociedade que vivemos: sempre apressados, cheios de querer, mas cobertos de medo. 

    Dividido em quarenta poemas, o livro foge do modelo de poesia clássica. Onde o amor, a dor e a saudade eram, quase sempre, o mote da obra. Em Hecatombe, Claudia soube usar suas experiências, o meio em que se insere como pessoa, mulher, trabalhadora e escritora, para entrar de cabeça na poesia moderna. Transgredindo formas, normas e modelos. Transformando tudo o que possa ser tocado ou imaginando em escrita poética. 

    O que mais chama atenção no livro, além das incríveis poesias, é a linguagem expressiva e cheia de humanidade. A autora se apropria do seu eu poético de uma forma a deixar o medo de lado. lançando mão das críticas e olhares de reprovação de uma sociedade hipócrita, que recrimina quem quer, realmente, ser o que é. Não se choque com os palavrões, com o falar sincero ou a sensualidade encontrados em Hecatombe. Isso é a mais pura poesia. Daquelas que falam de dúvida, como no poema que traz o nome do livro Hecatombe Hipotética (pag. 13). Do prazer de ser admirada(o) como sé é, exemplificado em Autoestima (pag. 64). Do momento em que você sabe que tudo está se esvaindo "A Bailarina - Em Essência" (pag.71).

    A linguagem é tão gostosa e verdadeira que quando se dá conta, a leitura terminou. E fica se perguntando se espera a sensação de prazer esfriar ou recomeça imediatamente para vivenciar tudo outra vez. Se você gosta de livros que incitem a reflexão da vida cotidiana sem cagar regras, esse é a melhor pedida. Aposto um Hecatombe que não irá se arrepender. 



    O livro é produção independente e pode ser adquirido diretamente com a escritora, através do e-mail: claudiacanteri@gmail.com. 


    Adicione ao SKOOB. 

    DICAS PARA SE TORNAR UM ÓTIMO LEITOR


    Ler é um exercício essencial para viver uma vida mais feliz, criativa e de qualidade. Não novidade que a leitura traz benefícios de curto, médio e logo prazo. Assim como os nossos músculos do corpo precisam de exercícios para se fortalecerem, nosso cérebro, que também é um músculo, necessita de atividades diárias para otimizar seu funcionamento e aumentar sua performance.

    É certo que ler, não é uma tarefa tão fácil quando você precisa conciliar essa atividade com trabalho, faculdade, e vida pessoal. Mas, é bem provável que você não leia mais por preguiça do que por falta de tempo. Começar a ler é parecido com iniciar uma dieta: se você não mantiver o foco e repetir a ação várias vezes, desiste na primeira hora. Os benefícios da leitura constante valem o sacrifico.

    Se você também é desses que jura de pés juntos que só não ler porque não tem tempo livre, essas dicas fáceis e aplicáveis a qualquer pessoa, vão te ajudar a mudar, totalmente, essa percepção e te tornar um super leitor:

    Tenha sempre um livro a mão
     
    Essa pode parecer a dica mais clichê de todas, mas considero a mais importante. Se você deseja, mesmo, ser um bom leitor deve ter sempre algo de fácil acesso para ler. O hábito de carregar um livro com você, sempre, vai ajudar a despertar sua atenção para a leitura. Nós somos muito visuais, ter uma obra literária sempre a vista acaba instigando o desejo da leitura. 

    Comece lendo qualquer coisa

    Isso mesmo. Ler diariamente é questão de hábito, como comer ou tomar água: você não consegue ficar sem, desde que se torne essencial em seu cotidiano. E na maioria das vezes, deixamos a leitura de lado por iniciá-la por obras mais complexas, com linguagens e enredos que não nos chama atenção.

    Para quem está começando é vital que o texto tenha alguma conexão com a vida pessoal ou profissional. Ler revistas sobre assuntos que, realmente, interessem é um ótimo passo. Blogs e sites especializados em literatura podem auxiliar através das resenhas de livros. Elas são um apanhado geral do que a história da publicação é, isso ajuda a ter um panorama geral e ajuda na tomada de decisão em ler o livro ou não.

    A plataforma ou a extensão não tem tanta relevância a principio. O importante é começar a ler algo. Com o passar do tempo e o aperfeiçoamento da prática, os textos mais elaborados, densos e longos veem naturalmente. Essa experimentação inicial serve para avançar estágios e mostrar qual gênero é mais adequado a cada leitor.

    Estabeleça metas

    Mesmo que a leitura seja fácil é sempre indicado que se estabeleça uma meta para a conclusão. Elas ajudam a identificar como se está avançando no processo. Essa mensuração é mais um estímulo para continuar desde que se estabeleça marcas alcançáveis. Por  exemplo: Não queira estabelecer como meta ler um clássico da literatura brasileira em dois dias se você não gosta do gênero. O livro pode até ser pequeno, se não houver identificação pode demorar dias ou meses para ser finalizado.

    Converse com outras pessoas que gostam de ler

    Trocar experiências literárias é sempre importante. Durante essas conversar podem surgir indicações de novas leituras. E não tem nada melhor do que receber dicas de amigos e pessoas  que você convive diariamente. Essa troca agrega conhecimento ao conteúdo.

    Os blogs literários, fóruns de leitores e canais sobre literatura no YouTube ajudam a disseminar a discussão sobre o assunto que leu. Procurar nessas plataformas também é uma oportunidade de encontrar pessoas com gostos semelhantes ao seu. O que é um fator muito importante na construção diária do leitor.

    Leia em qualquer lugar

    Sabe aquela uma hora que passa dentro do ônibus ou metrô para ir a algum lugar? Ou o tempo que fica na fila do banco sem fazer nada? Ou aquela meia hora depois do almoço? Use esses intervalos de tempo para ler. Não importa o lugar: ler em publico não é feio nem constrangedor, ao contrário, é admirador e fonte de incentivo para os demais.

    Essa dica só pode ser colocada em prática se seguida a rica a primeira. Um livro a mão e um tempo vago são uma ótima combinação, não acha?

    E você, que  dicas daria para quem quer se tornar um ótimo leitor?

    #RESENHA| A MENINA DO VALE - BEL PESCE (CASA DA PALAVRA)

    Uma história que inspira histórias 

    A Menina do Vale é um livro interessante do começo ao fim. Cheio de ideias relevantes e fáceis de serem postas em prática no nosso dia a dia. Ele é literatura obrigatória para quem desejam empreender em algo na vida: Seja no âmbito profissional ou pessoal.

    Você será guiado durante vinte e dois capítulos com diversas sacadas de desenvolvimento pessoal e, coisas que você deve começar a fazer, hoje mesmo, para se tornar um empreendedor de sucesso. Ou para você que deseja ser um profissional melhor e referência em sua área de atuação. Seja ela qual for.

    A leitura é fácil e fluida. A Bel utilizou durante todo o livro uma linguagem atual e simples. Sem deixar os mínimos detalhes de lado. A parte positiva nisso  é que o livro consegue atingir todos os tipos de classes, idades ou profissão. Isso é um dos pontos fortes da obra  que mais gostei. Ela teve essa preocupação em levar informação a quem tem desejo dela: Seja uma criança que começou a ler a pouco tempo, leitores mais experientes ou mesmo empresários.

    Outro fator de bastante relevância na publicação é que as dicas propostas durante toda a leitura não são postas como verdade absoluta. Isso a Bel deixa bem claro no livro. São experiências vividas e que ela achou importante compartilhar com os demais, para que esses possam aprender com os erros e acertos dela. Como bem coloca: “O erro é importante quando você aprende com ele e, da próxima vez, acerta”.

    Você estava procurando um livro que inspira, te dá dicas que você pode usar em qualquer área da sua vida e, é super gostoso de ler e não te prega verdades absolutas? Seus problemas acabaram. A Menina do Vale é a leitura que faltava para você dar aquele passo que te faz feliz. Mas, ao mesmo tempo te amedronta.

    Fiquei super satisfeito ao terminar a leitura. Desde quando conheci o trabalho da Bel na internet sou fã e admiro tudo o que elas faz. Nunca tinha lido um livro completo dela, mas, posso dizer que adorei e vou ler todos os livros publicados por elas e os que posteriormente publicar. Agora estou mais ansioso de conhecer ela pessoalmente. BEL, CHAMA EU MUIÊ!

    Você tem que ler esse livro. E não tem pretexto, porque até edição online gratuita ele tem. Acredita!? A Bel pensa em tudo. É só clicar aqui

    Editora: Leya Brasil
    Edição:  1
    Ano:  2012
    Páginas: 160
    Adicione no SKOOB

    300 DIAS DE LEITURA

    Um livro por dia pode mudar o mundo

    O blog nasceu de um desejo enorme em transformar a vida das pessoas através da literatura. Desde 2011, quando foi criado, o caminhar mudou muita coisa. Ele passou por algumas transformações e momentos de hiato, mas sem perder seu foco principal. As experiências me mostraram, cada vez mais, o poder de mudança que os livros causam em nossas vidas. E isso só reafirma minha ideia de que um livro pode mudar o mundo.

    Para prosseguir com a missão de fazer com que cada vez mais brasileiros se apaixonem por esta arte maravilhosa, criei o desafio 300 dias de leitura, que tem como objetivo instigar as pessoas a ler o máximo em um ano. Vou ler um livro por dia e publicar a resenha dele aqui no blog. E você pode participar interagindo com suas experiências, caso tenha lido a obra em questão ou mesmo comentando o que achou da resenha: se ela te deixou com vontade de ler.

    Vamos quebrar essa imagem estigmatizada de que brasileiro não ler. Nós lemos sim. E precisamos nos colocar como leitores argumentativos para abrir um canal de discussão, cada vez mais maior, sobre a importância desse movimento para o crescimento das pessoas e, consequentemente, do país.

    Siga a lista dos livros lidos que ficará disponível aqui no blog e no Página do Facebook.

    Vamos usar a literatura a nosso favor e mudar o Brasil e o mundo. 

    DESAFIO 300 DIAS DE LEITURA

    Quantos livros você lê por ano? Já pensou em se desafiar e criar uma meta que te coloque em outro nível como leitor? O Escrivaninha Literária pensou. E criou o desafio 300 dias de leitura.

    Você pode participar criando sua lista e compartilhando as experiências conosco. O intuito do desafio é ler, a partir do mês de Abril até Dezembro, 300 livros. Vamos acabar com essa estatística de que brasileiro ler, em média, dois livros por ano. Como? Começando a ler agora. 

    Não perde tempo e vem com a gente. Aproveita para acompanhar o desempenho do desafio em nossas redes sociais e no blog. Será publicada uma resenha por dia. Veja a lista com alguns dos livros que serão lidos durante o ano. Mande sua indicação. Aproveita e cria a sua também é nos envie.

    1. A Menina do Vale - Bel Pesce (Casa da Palavra);

    2. Azul Inalcançável - M. Gramacho (Editora Kiron);

    3. Getting things done - A arte de fazer acontecer - David Allen (Campus);

    4. The secret - O Segredo - Rhonda Byrne (Sextante);

    5. Birmam flint e o mistério da pérola negra - Sérgio Rossoni (Chiado Editora);

    6. Vida organizada - Thais Godinho (Gente Editora);

    7. O beijo de schiller - Cezar Tridapalli (Arte e Letra);

    8. Perspicácia - O aprendiz e a vida - Marco Antonio Rodrigues (LP-Books);

    9.A menina da neve - Eowyn Ivey (Novo Conceito);

    10. Coragem para viver - Marcelo Cezar (Vida e Consciência Editora);

    11. A melhor história está por vir - María Duenas (Planeta);

    12. A mágica da arrumação - Marie Kondo (Sextante);

    13. As vantagens de ser invisível - Stephen Chbosky (ROCCO Jovens Leitores);

    14. Pacto sinistro - Patricia Highsmith (Ediouro);

    15. As chances que a vida dá - Elisa Masselli (Lúmen Editorial);

    16. Deixe a neve cair - John Green, Maureen Johnson e Laure Miracle (ROCCO Jovens Leitores);

    17. Cartas de amor a toda gente - André J. Gomes (Lumos Editora);

    18. Ideias para bibliotecas livres - Daniele Carneiro e Juliano Rocha (Magnolia Cartonera);

    19. Asa de areia - Luís Henrique Pellanda (Arquipélago Editorial);

    20. Poemas de lua cheia - M. Gramacho (Editora Kiron);

    21. Administrando os problemas - Ricardo do Vale;

    22. Vango - Entre o céu é a terra - Timothée de Fombelle (Melhoramentos);

    23. Ligue os pontos - Gregório Duvivier (Companhia das Letras);

    24. Adultério - Paulo Coelho - (Sextante);

    25. Fala sério irmão, Fala sério irmã - Thalita Rebouças (ROCCO Jovens Leitores);

    26. Manuscrito encontrado em Accra - Paulo Coelho (Sextante);

    27. A culpa é das Estrelas - John Green (Intrínseca);


    Contato: leonardo@escrivaninhaliteraria.com Escrivaninha Literária Praça Tiradentes, 236, Conjunto 205 CEP: 80.020-100 Curitiba - PR
     
    Copyright - escrivaninha literaria | Desenvolvimento por VR DESIGN | Ilustracao: Rafael Patelli :: VOLTE AO TOPO